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Parar, pensar, ir

Sabendo*, sossegamos.
Sossegados, ficamos serenos.
Serenos, tudo fica mais calmo.
Calmos, podemos ponderar.
Ponderando, chegamos à solução desejada.
As coisas têm raízes e galhos. Os problemas têm começo e fim. Saber o que vem primeiro e o que vem por último, esse é o caminho.

*[quando sabemos o que queremos alcançar]
Daxue (O Grande Estudo)

O sossego, a contemplação ou a meditação são paradas, mas não são estáticas. A parada não serve ao inatismo; ela objetiva descobrir os outros ângulos de uma mesma questão, perceber-lhes os possíveis desdobramentos. O hábito de refletir deve servir para desenvolver a percepção sobre as coisas, seus outros lados. Nunca ela deveria servir somente para meditar apenas pelo meditar. Como já dizia Li Liweng, essa meditação estática já nos foi dada pela natureza: é dormir. Ao buscarmos uma solução para algo, a meditação deve servir para analisar o problema objetivamente, buscando isentar o objeto de pré-conceitos ou juízos de valor.

Por fim, toda a solução possível é sempre uma atitude de decisão, ponto em que podemos prever riscos, mas o acaso – sujeito ao seu próprio acaso – pode interferir no curso das coisas, influindo no seu desenrolar.

A vida de um meditador profissional, realmente, é livre de pecados – exceto o de não fazer nada, e mesmo assim, se isso for um pecado. Talvez o que ele faça não possa ser alcançado pela maior parte das pessoas que não podem meditar em função de suas tarefas cotidianas.

Por outro lado, a natureza humana se permite esse sistema contemplativo, que investiga a mente de um modo diferente de todos os outros animais. Ele não pode, pois, ser menosprezado. Mas se a oposição complementar da meditação for a ação, então, podemos voltar ao início e concluir, tal como Confúcio, que a meditação – ou melhor, a ponderação – deve servir para mediar e guiar as ações corretas. O mestre Zeng dava, nas ‘Conversas’, a receita para a meditação correta ao longo do dia, com efeito de examinar o caráter das ações praticadas: ‘Fui leal para com os outros? Fui sincero com meus amigos? Pratiquei o que aprendi?’

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